quinta-feira, 23 de abril de 2009

escolhas

A vida é sempre feita de escolhas. Em algum momento temos que decidir entre o certo e o abstrato, entre o correto e o errado. Estar de repente nessas situações é constrangedor e muitas vezes mais complicado do que se fala. Quando envolve outras pessoas e outros interesses e outras opiniões. Ás vezes ir contra tudo e contra todos parece corajoso e é. Apenas para quem tem coragem. Não foi feito para os fracos.
Responsabilidades nos são dadas ou impostas e temos que lidar com elas. E ninguém falou que isso é fácil. Vamos deparar sempre com pessoas julgando e só pensando nelas mesmas. Esquecendo de tudo que somos por alguns atos justificáveis, mas nem querem saber as justificativas.
Situações são colocadas com curvas para todos os lados, mas as vezes queremos apenas andar em linha reta. Só queremos uma vez deixar de pensar nos outros e pensar em nós mesmos. Até que ponto devemos ceder pelas pessoas? Devemos ser mártiris e lutar pela causa custe o que custar? Ou devemos voltar os olhos para nós?
Estamos sempre nos deparando com coisas que não queremos deparar. E precisamos fazer escolhas e o mais importante: enfrentar as consequências. Sejam quais sejam.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

não pretendo comover ninguém...

e acho que não conseguiria mesmo se eu pudesse. não quero que ninguém se identifique com isso, pois não vão conseguir. não vão consegui dimensionar.
faço edificações. faço plantas, e nas últimas 2 semanas to trabalhando numa planta de uma casa. simples, pequena, poucos cômodos. mas minha primeira planta. guardava tudo numa bazuca que sempre carreguei com o maior orgulho. me dava uma sensação de engenharia. quando era caloura via o pessoal do segundo ano e achava o máximo. e tive a minha.
segunda feira eu esqueci ela na escola e por sorte minha amiga ainda estava lá e pegou pra mim. na terça ela me devolveu e eu esqueci... de novo.
as moças da limpeza quando limparam a sala acharam e levaram para o Apoio. Liguei pra lá 18h e o rapaz disse pra eu passar hoje de manhã. fato que hoje de manhã eu estava no Campus I e não no II (onde eu estudo). passei lá de tarde e as duas coordenadoras garantiram que viram a minha bazuca. descreveram-na e uma até afirmou que guardou ela no dia anterior na sala de achados e perdidos. mas ela não estava lá. sem mais.
espero chegar amanhã e descobrir que alguém pegou por engano, que a coordenadora da manhã entregou pra alguém que achou que era dele. espero não descobrir ladrões de bazuca no mesmo corredor que o meu.
difícil acreditar, e nessa hora eu parto para o julgamento para aliviar minha raiva, que alguém que faz o mesmo curso que eu faço. que sabe o tanto que é trabalhoso fazer uma planta, roubou e fez isso comigo. difícil de acreditar porque alguém seria tão mau caráter a ponto de fazer isso. impossível de crer que uma pessoa que rala o mesmo tanto que eu ralo, que suou o mesmo tanto que eu suei pra passar, faça isso.

espero estar enganada.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

para os que falam mas pouco dizem

Na hora que o assunto é relacionamento, poucos sabem realmente o que dizer. Mas quando o assunto é relacionamento via internet, aí metem a boca. Dizem que não existe, que não é real. Que amizade virtual é balela.
Não é.
Eu, inserida nesse mundo desde pequenininha, aprendi a construir amizades nesse meio. Aprendi a conversar com a vizinha da minha prima pelo ICQ.
Conhecer gente de outros estados, outras cidades é normal. Fazer amizade real com elas, falam que é impossível. Atrás desse e de outros monitores, já chorei pro pessoas que nunca ouvi a voz. Já briguei e discuti, já montei e desmontei. Já tentei e já ferrei. Já decepcionei. A verdade é que na hora do aperto, os de cá correm e os de lá ficam. Impossível fazer previsões sobre uma amizade, ainda mais na internet. Mas com toda certeza que o sinto hoje por cada uma delas, não mudará nas próximas horas.
Muitos falam e poucos realmente dizem. O gesto de uma amiga, aqui ou lá, me prova muita coisa em relação a ela e em relação a gente. A todos vocês um simples obrigado. E a certeza de que um dia possamos estar a menos de quatrocentos e oitenta e quatro, quinhentos e noventa e um ou novecentos e noventa e quatro quilômetros de distância.

Amor. Os mais importantes pra mim.
10/02/2007
30/10/2007
26/10/2008
18/02/2009

quinta-feira, 2 de abril de 2009

o que sou

eu sou metade pai, metade mãe. geneticamente falando. e sinceramente sou a cara dos dois. cresci um pouco. sou um pouco o que aprendi ficando na escolinha até 18h enquanto minha mãe trabalhava. sou um pouco do que sofri em todas as escolas que passei e estudei. do pior ao melhor amigo, me fez o que sou. sou um pouco meus irmãos, sou um pouco minhas irmãs e sou um pouco até meu sobrinho. sou um poquinho de cada ano que fiz e desfiz relações, que tentei e deu certo ou que tentei e não deu. sou um pouquinho mais a cada briga e discussão. a cada grito e a cada risada. sou um pouco de cada paixão que vivi e continuo vivendo. sou um pouco atleticana que ficou na minha história, sou completamente Corinthians que me constrói e me sustenta. sou um pouco de cada música que escuto. do funk ao rock pesado (verdade). de britney a beatles, eu sou. sou mais ou menos (quase inteiramente) o que assisto nos seriados e tento imitar, sou basicamente uma construção da grandiosa chamada vida. nunca sou eu mesma, eu mesma não existe. sou um fator influenciado por outros fatores e um fator que influencia também. sou um pouquinho de você e um pouquinho do outro. nunca sou um pouquinho de mim, porque mim não faz nada nem muito menos é nada.
sou o que sou e continuo sendo o que sou e o que serei. talvez continuo um pouquinho sendo o que fui. ou não. e assim eu sou.