domingo, 29 de março de 2009

Não me julgue...

não me julgue... não me julgue por um olhar torto, eu podia estar olhando pra árvore atrás de você. não me julgue por um "oi" estranho no msn, julgar pelo msn é fim de carreira. não me julgue por uma resposta atravessada, às vezes eu pedi pra você esperar e você ignorou completamente, não me julgue por estar um dia morrendo de dor e não estar afim de papo, apenas respeite. não me julgue por não responder seu scrap, às vezes não tinha resposta ou estava tão cansada que achei melhor responder depois e... esqueci. não me julgue por não ter o conselho certo, não sou perfeita, desculpa. não me julgue pelas músicas que escuto, eu escuto de tudo. não me julgue por ser corinthiana, isso não vai mudar NUNCA. não me julgue pelos seriados que assisto ou pelos filmes que amo, posso ser inteligente o suficiente para entender o que infelizmente você não pode. não me julgue por estar acima do peso e ter a vida sedentária, isso não é bem da sua conta. não me julgue por matar alguém, você não sabe o que aquela pessoa me fez. não me julgue por perdoar alguém, você não sabe o quanto aquela pessoa significa pra mim. não me julgue pelo jeito que eu ando, falo, como, ajo... por dentro sou alguém que você vai amar futuramente. se não está satisfeito, não fique perto. para sua pena, a Klowy está em todo lugar pra te incomodar. sorry

sábado, 7 de março de 2009

Interior

Sair da capital para o interior é uma experiência única a cada vez que acontece. Sair dessa confusão para um lugar onde ver vaga-lumes se torna maravilhoso e olhar para o céu e ver aquela imensidão de estrelas parece raro. E é!
Dormimos com um ventilador pra evitar os mosquitos, mas mesmo assim é impossível. Comemos numa mesa de madeira sem forro e a sacola do pão ta sempre cheia de mosca. Acordamos cedo e se por acaso acordamos tarde, somos condenados. Caminhamos, andamos de bicicleta, andamos de carro (mesmo sem carteira), escutamos os bichos e esquecemos como é estar na frente de um computador ou de um telefone. Pisamos na terra e nas pedrinhas da estrada. Afundamos no rio, procuramos pedras para jogar no mato, temos medo de todo e qualquer barulho estranho mas... tudo é estranho! Pulamos do alto da pedra no poço da cachoeira, jogamos água no outro, deitamos na correnteza e parece nao existir mais nada. Poderíamos ficar ali pra sempre deitados, sozinhos, pensando nos amigos que deveriam estar ali com a gente enquanto a água cai levando cada pedaço ruim embora e trazendo novas energias. Parece mágico e, falando, parece idiota. Voltamos pra casa, molhados e não tem problema molhar o chão, molhar o sofá, a rede. Ligar o som e ouvir aquelas músicas que nunca ouvimos, nunca paramos para ouvir ou sempre ouvimos e nunca prestamos atenção na letra, na melodia, no sentimento.
E cada dia que acordamos parece único, exceto o dia de ir embora. É sempre triste. É sempre o que queremos prolongar na cama e ficar coçando as mordidas e escutando o ventilador. Na estrada, ainda sentimos o cheirinho de mato e a vontade pulsante de um rio naquela hora. Sempre dá a sensação de que esquecemos de colocar alguma coisa na mala, que alguma coisa ficou pra trás. Dentro da mala está tudo. O que ficou foi um pedaço da gente naquele lugar maravilhoso e que a natureza fez questão de caprichar. Em minutos caímos no sono e só acordamos com barulhos de buzina. Estamos na capital de novo.

domingo, 1 de março de 2009

Fantasmas

uma imagem não correspondente à realidade; ilusão visual; produto da fantasia...

fantasmas vem e vão na vida e parecem não parar de aparecer. nunca está sempre bom. algo sempre atravessa as barreiras da satisfação e estraga a maior parte do conquistado. são os fantasmas.
não ligo qual tipo ou quais efeitos causam. só penso nas consequências de assombrações delirantes que nos levam à beira da loucura e alguns à beira da morte. entre vens e vais tento achar no mínimo um ponto de equilíbrio, tento entender tudo que acontece ao meu redor e aceitar. ás vezes é impossível, às vezes é complicado. nunca ninguém achou a fórmula certa. e nesse mundo de fantasias e fantasmas tentamos viver, tapa a tapa, tropeço a tropeço, derrota a derrota e se perguntando o quê que, estranhamente, te deixa em pé.