segunda-feira, 25 de maio de 2009

ralo abaixo

gostaria que alguém me falasse o momento exato que uma relação vai por ralo abaixo. pra mim, construir uma amizade é como enxer uma pia. é molhado (Q), cansativo, trabalhoso, exige dedicação e atenção. claro que se tiver um probleminha no encanamento, vai acabar vazando algo. ou se o tampão estiver com a borracha fraca, sinceramente essas beiradas que saem são normais. agora o momento punk é quando a gente gasta um mundo de dedicação e alguém resolve puxar o tampão e a água começa a escorrer cano a fora. passou do ralo, é irrecuperável. só se a gente for no esgoto, mas essa água tá tão suja cara. a gente tenta de tudo e até se joga ali pra recolocar o tampão e não deixar tanta água ir embora de modo que tenhamos que enxer rapidamente em menos tempo. conseguimos fechar e algumas lágrimas caem pelo trabalho perdido. tá bom. ligamos a torneira e deixamos lá, enxendo, enxendo, enxendo. águas novas claro, nunca aquela que se foi. dará uma saudade, uma vontade de fazer tudo igual e quando as coisas parecerem um tanto quanto estáveis, alguém sempre vai lembrar da água que foi embora, pra sempre.

domingo, 24 de maio de 2009

pergunta mais cretina da semana

minhe professora, essa semana, resolveu fazer a pergunta mais cretina da história e ganhar o troféu cretinagem: 'o ser humano precisa relacionar-se com outras pessoas para viver?'
olha, sim é a resposta e não é o desejo de todo mundo. a pior coisa que pode-se fazer é colocar gente perto de gente. gente perto de cachorro, de passarinho, de uma piscina... sem problemas. mas gente perto de gente é incrível: não-da-certo.
quando arrumamos alguém especial (amigo ou não) queremos fazer de tudo para ver a pessoa bem, para conquistá-la e conquistar seu espaço no coração dela. é ridículo o tanto q eu levo isso como se fosse uma maratona onde perder uma chance é cair de posição. assim às vezes acabo em surtos psicóticos, choros no meio do corredor por uma coisa tão irrelevante que se torna extremamente real e perigosa para o relacionamento a ponto de não só me deixar com dúvidas (ou pior, certezas) sobre o que represento, mas começar a ter dúvidas sobre o que a pessoa representa pra mim.
e aí mora o perigo.